O BCE aumentou as taxas de juro em 25 p.b. (de 2,00% para 2,25%), numa decisão unânime e esperada. Lagarde defendeu o aumento das taxas como uma decisão "robusta" face à persistência do conflito no Médio Oriente e a uma expansão assimétrica dos seus impactos económicos (o BCE prevê um aumento significativo da inflação, enquanto vê a atividade a resistir razoavelmente).
Lagarde recusou-se ainda a descrever a decisão como uma “subida preventiva" (insurance hike) e a avaliar se se trata ou não do início de um ciclo de aperto monetário. Na verdade, reiterou o compromisso com a tomada de decisão ágil, deixando as próximas decisões pendentes da evolução do cenário e dos dados conhecidos.
Após a reunião, os mercados estão a prever o próximo aumento das taxas em setembro (depo a 2,50% com probabilidade de 100%) e continuam a debater a probabilidade de um terceiro aumento (depo a 2,75% em dezembro com 65% de probabilidade, contra pouco mais de 80% descontado ontem).
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