A notícia que mais se destacou foi a saída prematura de Christine Lagarde, que anunciou que deixaria o cargo no início de fevereiro (cerca de oito meses antes do término do seu mandato). O seu sucessor será nomeado nos próximos meses pelo Conselho Europeu (composto pelos chefes de Estado ou de governo dos países membros da UE), na sequência da recomendação do candidato feita pelo Eurogrupo (ministros das finanças da Zona Euro).
O BCE manteve as taxas de juro (depo nos 2,50%). A decisão foi unânime e refletiu a vontade de não apressar o aperto monetário. A possibilidade de aumentar as taxas foi discutida hoje, mas decidiu-se recolher mais informações sobre o estado da economia e aguardar pela próxima reunião. Lagarde sugeriu que, salvo grandes alterações no cenário, o BCE aumentará as taxas em dezembro.
Após a reunião, os mercados apontam para um aumento das taxas em dezembro (depo nos 2,75% com probabilidade de 80%), outro em março (depo nos 3,00%, também com probabilidade de 65%) e um aumento final entre o verão e o outono de 2027 (depo nos 3,25% com probabilidade de 70% em setembro).
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